sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017




hoje o mundo do corrida e do trail acordou triste. A alegria das conquistas, dos desafios superados, da inspiração que a Analice era para muitos, é questionada. Multiplicam-se os elogios a esta senhora e o pesar por este desfecho repentino no seu percurso inspirador, e cada um guarda para si a inquietação de ver a (tal) saúde e força inquestionável que a movia a ser abalroada desta forma por uma doença sem condescendência pela energia que rodeava, uma pessoa acarinhada por tantos e que levava a vida a fazer o que mais gostava, correr e com isso sorria muito.
Sempre que faço a minha subida preferida, quase sempre no mesmo sitio (junto à fonte, rodeada de verde) vêm-me à cabeça os mesmos pensamentos: o prazer da corrida sem objectivos e o desejo de ter sempre capacidade para o fazer, assim como aquela senhora já "velhota", depois faço a curva e embrenho-me noutros pensamentos quaisquer e nunca mais penso nisso ou nela. A vida é um lugar estranho...

Analice Fernandes da Silva aqui


Who gave us this crazy idea
that we should know how to live?
Does a tree know how to grow?
Does a cloud know how to float?
Does the wind know where it is blowing?
Does a road know it is going somewhere?
Don’t know how to live,
just recognise that you are life and life just is.

~ Mooji


segunda-feira, 30 de janeiro de 2017





o pai trouxe o prato principal e eu fiz uma mousse diferente... take care como diz a Inamy












Improvisar um cortinado para o quarto enquanto os novos não sobem as bainhas sozinhos.
Este improviso até me deixou com pouca vontade de me apressar, ver o sol entrar assim colorido aos quadradinhos até me está a agradar...


terça-feira, 24 de janeiro de 2017




Quando surge alguém que me aponta o dedo, a minha consciência tranquila tende a remeter-se ao silêncio mas às vezes também saio em minha defesa. O ter que me defender não é uma situação que me agrade. Um dia destes responderam-me ironicamente "que infelizmente a consciência é uma coisa que não se vê". É um dos mistérios da vida conviver com esta invisibilidade, e acredito é que mais cedo ou mais tarde a justiça é feita à minha consciência, lá na consciência de outrem que ninguém vai ver no silêncio do seu orgulho. isso basta-me...


domingo, 8 de janeiro de 2017







Havia de estar à nossa espera, numa tarde fria e por vezes ventosa a cascata da Nossa Senhora da Piedade de Tábuas. Apesar de eu estar bem agasalhada por várias camadas de roupa, as mãos, que se querem despidas para ajustar os parâmetros a máquina fotográfica queixaram-se até que o acumulado de subidas e descidas, mais ou menos escaladas, compensaram com um fluxo calor que vinha de dentro para fora.  Até lá chegar seguimos quase sempre acompanhados de uma cascata aqui e outra mais além a revigorar a nossa saudade da serra com este banho de floresta. O verde brota da terra nessa força majestosa que faz das árvores as rainhas e das folhas caídas a passadeira por onde eu, súbita, avanço numa vénia constante a esta natureza que trago no coração e ao tempo destes momentos que vivemos em comunhão com este estado mais puro da vida.


domingo, 1 de janeiro de 2017




Algures no início de 2016 perdi o meu periquito Trevi, na intenção de lhe limpar a gaiola de manhã (normalmente só o fazia à noite) e com a janela da cozinha aberta, como sempre tenho nos dias quentes e soalheiros. Escapou, observei-o incrédula e impotente. E depois angustiada por tanta conjugação infeliz que ainda me levou a ver que a sua liberdade durou pouco. Ontem, ultimo dia do ano, sentada na mesa da sala vi voar diante dos meus olhos um periquito que entrou pela janela da cozinha sempre aberta nos dias quentes e soalheiros. É azul, da cor da prosperidade...


sexta-feira, 30 de dezembro de 2016






Ainda não tenho tempo para balanços, mas há balanços diários que me fazem a ajeitar o corpo à ondulação. A onda que me trás aqui é essa que trago cada vez mais serena em mim, e a agua serena espelha melhor o que me vai dentro. 
a gratidão


quarta-feira, 30 de novembro de 2016

domingo, 30 de outubro de 2016



Das ruelas da Aldeia das Dez entrilhamos pela calçada romana até ao Vale Maceira por entre o verde da vegetação. E viçosa que ela estava pelas chuvadas dos últimos dias para nos receber neste dia soalheiro. Aqueci a alma com a paisagem, com a serpenteante subida ao Santuário da Nossa Senhora das Preces e por fim, com as chamas do Magusto que já nos aguardava. Estava já sentada a descansar de hora e meia de caminhada, a observar as pessoas e a festa quando uma senhora olha para mim e pergunta:
“Gosta de castanhas meneína?”
“Gosto, mas parece que…”
“Mas não quer sujar as unhas…”
Ri-me e continuei entretida a ver as pessoas da organização a prepararem mais uma fogueira, enquanto os demais conversavam e esperavam mais uma mão cheia de castanhas assadas que haviam de escolher por entre as brasas. O G. andava ali pelo meio a registar o momento e não tardaria a chegar com o nosso quinhão.
Vimos mais fogueiras a arder e castanhas a desaparecer, ouvimos a banda improvisada já animada a animar a festa e tive pena que a outra senhora já não estivesse ali para ver as minhas mãos cheias de escarvunça.

Para a Aldeia da Dez regressamos à boleia da generosidade quem nem percebe muito bem a graça que vemos em sair da nossa longínqua casa para passar um dia assim, assim, quente e bom como as castanhas que comemos!



































Aldeia das Dez || Magusto da Nossa Senhora das Preces